Mogi das Cruzes

Associação Comercial pede alternativas para regras da fase crítica

A fase crítica, anunciada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, gera preocupação para a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC). A entidade pede alternativas para a administração municipal para que os comércios possam continuar atendendo a população. A medida difere da postura adotada pelos outros municípios da Região, que continuam seguindo a fase emergencial do Plano São Paulo.

Pela medida anunciada pelo prefeito Caio Cunha na tarde desta sexta-feira, a circulação de pessoas estará proibida 24 horas por dia na cidade. Inicialmente, a regra, que começa na segunda-feira (22), é válida pelo período de 10 dias. Os moradores só poderão sair para ir ao supermercado, farmácia ou para serviço médico.

O atendimento de drive-thru, que passou a operar na cidade desde a implantação da fase emergencial do Plano São Paulo, está restrito agora apenas aos setores considerados essenciais, como alimentação e farmácia. A medida reforça os impactos negativos que o comércio enfrenta.

“Queremos que a Prefeitura ofereça alternativas para os comerciantes enfrentarem esta fase. O serviço de entrega está sendo importante para que os estabelecimentos comerciais continuem atendendo a população e fazendo suas vendas. Enfrentamos o pior momento desde o início da pandemia, muitos empresários estão com dificuldades para manter a folha de pagamento e estão tendo que demitir”, acrescenta a presidente da ACMC, Fádua Sleiman.

A presidente ressalta que a Associação tem buscado dialogar com a Prefeitura para encontrar medidas que auxiliem o comércio. “Conquistamos as vagas de Zona Azul para realizar o drive-thru e em reunião com o prefeito Caio Cunha, solicitamos que este atendimento de retirada de mercadorias fosse mantido nesta fase crítica, o que não aconteceu, mas é extremamente essencial.  O comércio está seguindo todos os protocolos sanitários para manter a segurança dos clientes e colaboradores. A decisão individual de Mogi segue na contramão da postura adotada pelas outras cidades, o que fragiliza ainda mais nosso comércio”, afirma.

Pela fase crítica, os comércios não essenciais, como lojas, shopping, bares, restaurantes e lojas de material de construção, só podem manter a vendas por delivery. “Não são todas as lojas que contam com o serviço de entrega, e neste momento delicado, nem todos os empreendedores, especialmente os pequenos, têm como investir”, reforça a presidente.

Fádua também destacou as dificuldades de interpretação das regras anunciadas, principalmente quanto a fiscalização.

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