O candidato à Presidência da República, Augusto Cury, apresentou uma série de propostas ambiciosas em um encontro com influenciadores digitais na capital paulista. Durante o evento, o candidato delineou projetos que, segundo ele, promoverão “revoluções” em setores cruciais da economia brasileira, como turismo, educação, medicina e agricultura, além de focar no desenvolvimento de microempresas.
As discussões abordaram desde estratégias para impulsionar o fluxo de visitantes internacionais até a reestruturação do sistema de crédito para pequenos negócios, passando por mudanças significativas no ensino e na produção agrícola. Cury enfatizou a necessidade de o Brasil assumir uma posição de liderança global, especialmente no setor de alimentos.
Visão para o turismo e a educação nacional
Entre as propostas para o setor turístico, Cury destacou a intenção de atrair milhões de visitantes ao Brasil. Ele sugeriu a criação de duas “Black Weeks” anuais, uma em cada semestre, com convênios estratégicos com companhias aéreas, restaurantes e hotéis. O objetivo é incentivar a vinda de pessoas para explorar o país.
O candidato ressaltou que o Brasil recebe atualmente cerca de 9 milhões de turistas, um número significativamente inferior ao de países como México e Espanha. Para ele, essa disparidade indica um vasto potencial inexplorado que pode ser revertido com uma “revolução no turismo”.
Na área da educação, Cury propôs uma transformação do ensino médio em ensino técnico. Ele argumentou que 80% dos 7,3 milhões de jovens no ensino médio não cursam o ensino técnico, o que representa uma lacuna a ser preenchida para capacitar a força de trabalho. Embora tenha mencionado uma “revolução na medicina”, detalhes específicos para este setor não foram apresentados.
Impulso ao agronegócio e verticalização da produção
Para o agronegócio, Augusto Cury apresentou um plano robusto com a meta de dobrar a produção de alimentos em dez anos, passando de 350 milhões para 700 milhões de toneladas. Ele enfatizou a importância de o Brasil se tornar um líder global na alimentação, capaz de suprir a demanda de bilhões de pessoas.
Outro ponto central da sua estratégia para o setor é a verticalização da produção. Em vez de exportar commodities in natura, como soja e milho, o candidato propõe a construção de frigoríficos em regiões como o Nordeste e o Centro-Oeste. A ideia é vender proteína animal, como suínos e frangos, o que, segundo ele, baratearia os alimentos no mercado interno e revolucionaria a pauta de exportação.
Cury afirmou que o agronegócio enfrenta dificuldades, com lucratividade de 5% e custos de 20%, o que estaria “quebrando em massa” o setor. Ele se identificou como um “agricultor real”, com experiência em citricultura, grãos e seringueira, além de sua atuação como psiquiatra.
Apoio a microempresas e reforma do BNDES
No âmbito do empreendedorismo, Cury propôs a criação de microempresas e uma reestruturação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele planeja dividir o BNDES em dois bancos distintos: um focado em grandes empresas e outro dedicado exclusivamente às microempresas, argumentando que o banco tem servido majoritariamente aos grandes empresários.
A iniciativa incluiria a abertura de agências do “banco empreendedor” em comunidades, favelas e até mesmo em escolas públicas, visando apoiar os sonhos dos jovens empreendedores. O candidato também abordou a questão das taxas de juros, afirmando que um governo fiscalmente responsável poderia reduzir a taxa Selic para patamares entre 4% e 6% em um ou dois anos.
Essa redução, segundo Cury, liberaria mais de R$ 100 bilhões a cada 1% de queda na Selic, recursos que poderiam ser direcionados para financiar um número maior de microempresas, potencialmente passando de 10 milhões para 15 milhões. Ele vê essa medida como uma “revolução” para o setor de pequenos negócios.
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