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Eleições 2026: pesquisa Quaest mostra Lula com 55% e queda na crença em Flávio Bolsonaro

A percepção pública sobre o cenário das eleições presidenciais de 2026 no Brasil tem se mostrado dinâmica, conforme apontado pela mais recente pesquisa Genial/Quaest. O levantamento, realizado em julho, revela uma crescente crença na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto a expectativa de vitória para o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra um declínio notável. Os dados oferecem um panorama sobre as tendências e as mudanças na opinião dos eleitores brasileiros.

A pesquisa Genial/Quaest, conduzida entre os dias 10 e 13 de julho, indicou que 55% dos entrevistados acreditam que o presidente Lula sairá vitorioso na corrida presidencial de 2026. Este percentual representa um aumento de seis pontos percentuais em comparação com o levantamento anterior, realizado em abril, quando 49% dos eleitores expressavam essa convicção. A ascensão na percepção de vitória do atual presidente sugere uma consolidação de sua imagem junto a uma parcela do eleitorado.

Cenário da disputa presidencial para 2026

Em contrapartida, a crença na vitória do senador Flávio Bolsonaro apresentou uma queda significativa no mesmo período. O percentual de eleitores que apostam em sua eleição diminuiu sete pontos percentuais, passando de 32% em abril para 25% em julho. Outros 4% dos participantes da pesquisa mencionaram acreditar na vitória de outro candidato, enquanto 16% não souberam ou não quiseram responder sobre suas expectativas.

Fatores por trás da queda na percepção de Flávio Bolsonaro

A diminuição na percepção de vitória de Flávio Bolsonaro pode estar relacionada a eventos recentes que ganharam destaque no noticiário. Em maio, foram divulgadas conversas em que o senador supostamente solicitava recursos financeiros ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso por envolvimento em fraudes bilionárias. O objetivo, segundo as informações, seria financiar o filme “Dark Horse”, uma produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde a revelação dessas conversas, a imagem do senador tem sido impactada, o que se reflete na queda observada nas pesquisas de opinião. A associação com controvérsias financeiras e a investigação de figuras públicas podem influenciar diretamente a confiança e as expectativas do eleitorado em relação a um candidato. Acesse mais informações sobre as pesquisas Quaest aqui.

Variações demográficas na crença de vitória

A análise dos dados da pesquisa por segmentos demográficos revela nuances importantes nas mudanças de percepção. Entre os eleitores evangélicos, a crença na reeleição de Lula oscilou para cima, atingindo 45% em julho, contra 37% em abril, no limite da margem de erro. Simultaneamente, a parcela de evangélicos que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro recuou de 43% para 36%.

Observou-se também uma alteração significativa entre os eleitores com maior renda familiar, acima de cinco salários mínimos. Neste grupo, a percepção de vitória de Lula subiu de 43% para 51%, enquanto a de Flávio Bolsonaro caiu 12 pontos percentuais, de 42% para 30%. Regionalmente, a região Sul registrou o maior aumento na crença de vitória do petista, passando de 33% para 50%, enquanto a expectativa para Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 29%.

A maior mudança, contudo, foi identificada entre os eleitores que se autodeclaram de direita, mas não bolsonaristas. Nesse grupo, a parcela que acreditava na vitória de Flávio Bolsonaro despencou 21 pontos percentuais, de 67% em abril para 46% em julho. No mesmo período, a crença na vitória de Lula entre esses eleitores aumentou de 19% para 31%, indicando uma reconfiguração nas expectativas dentro desse espectro político. A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros e possui margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.

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