O Procon reforça a importância da vigilância em relação aos empréstimos consignados, um serviço financeiro amplamente utilizado, especialmente por aposentados e pensionistas. O órgão municipal destaca que criminosos têm intensificado a prática de fraudes, utilizando mensagens e contatos por aplicativos para enganar pessoas que buscam taxas de juros mais vantajosas, resultando em prejuízos financeiros significativos.
As orientações visam capacitar o público-alvo, em particular os beneficiários do INSS, contra golpistas que exploram a confiança e a necessidade financeira. Eles empregam táticas enganosas que podem gerar dívidas inesperadas e comprometer o patrimônio. Compreender os mecanismos dessas fraudes e as formas de proteção é fundamental para garantir a segurança financeira.
Diversos tipos de golpes são aplicados, aproveitando-se da vulnerabilidade dos consumidores. Um dos mais comuns é o empréstimo não solicitado, onde descontos são realizados sem consentimento, muitas vezes com base em dados vazados. Outra tática envolve a promessa de redução do valor das parcelas, induzindo a vítima a abrir um novo empréstimo em outra instituição bancária.
Há também a cobrança antecipada, situação em que falsos consultores exigem depósitos prévios de taxas para supostamente liberar o crédito, que nunca é concedido. A “prova de vida falsa” é outra modalidade, na qual criminosos se passam por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para “atualizar cadastros”, solicitando dados pessoais que são então usados para contratar empréstimos ilegais.
Para se defender dessas investidas criminosas, o Procon recomenda algumas medidas preventivas essenciais. Em casos de suspeita, é crucial acessar o aplicativo Meu INSS e ativar a opção de bloquear o benefício para a realização de novos empréstimos consignados. Essa funcionalidade adiciona uma camada de segurança importante contra contratações não autorizadas.
Outros cuidados incluem evitar pagamentos antecipados sob qualquer pretexto, bem como o envio de fotos de documentos, selfies ou senhas por meio de aplicativos de mensagens como WhatsApp ou durante ligações telefônicas. Instituições financeiras e o INSS nunca solicitam esse tipo de informação por esses canais.
A preocupação com a segurança dos consumidores que buscam empréstimos consignados resultou em importantes mudanças regulatórias. Atualmente, a contratação de novos créditos exige a obrigatoriedade da biometria facial, um mecanismo que visa confirmar a identidade do solicitante e dificultar fraudes. Além disso, o benefício é automaticamente bloqueado sempre que um novo crédito é contratado, exigindo um desbloqueio manual pelo aplicativo Meu INSS para futuras operações.
Caso o consumidor suspeite ter sido vítima de um golpe ou tenha compartilhado dados indevidamente, a diretora do Procon reforça a necessidade de agir rapidamente. “É preciso interromper imediatamente qualquer negociação suspeita”, orienta. O próximo passo é registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, detalhando o ocorrido, e entrar em contato com a instituição financeira envolvida para tentar bloquear a transação ou contestar a operação.
A diretora enfatiza que a informação e a atenção contínua são as principais ferramentas de prevenção contra fraudes digitais e golpes financeiros. Manter-se atualizado sobre as novas modalidades de golpe e adotar uma postura cautelosa em todas as interações financeiras são atitudes cruciais para proteger o patrimônio.
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