Uma fiscalização conjunta realizada em uma propriedade rural mobilizou autoridades de segurança e órgãos de proteção nesta segunda-feira. A ação ocorreu em um estabelecimento situado na Estrada da Capelinha, em Salesópolis, após o recebimento de denúncias apontando graves irregularidades no manejo de animais e nas condições laborais dos funcionários presentes no local.
situação degradante e falta de suprimentos para os animais
Durante a varredura na granja, a equipe da Polícia Militar Ambiental constatou um cenário alarmante envolvendo a avicultura local. Cerca de duas mil galinhas foram encontradas sem qualquer fornecimento de ração adequada, além da presença de diversos animais já mortos espalhados pelas instalações. A falta de manutenção básica colocou em risco iminente a sobrevivência do plantel.
relatos de exploração e jornada exaustiva
No interior da propriedade, os fiscais identificaram dois trabalhadores que exerciam funções de manutenção e cuidado com os animais. Os relatos colhidos no local indicaram uma rotina severa de trabalho, realizada de domingo a domingo, sem folgas regulares. Os montantes pagos aos funcionários levantaram suspeitas imediatas de exploração financeira e precarização extrema das relações de trabalho.
investigação sobre trabalho análogo à escravidão
A gravidade dos depoimentos coletados motivou a atuação imediata dos representantes do Ministério do Trabalho no caso. Os dois trabalhadores foram acompanhados até a delegacia para formalizar denúncias sobre o regime ao qual eram submetidos. Paralelamente, as autoridades policiais preparam o registro de ocorrência para investigar tanto as condições degradantes quanto as infrações ambientais constatadas na área rural.
danos ambientais e próximos passos legais
Além das apurações trabalhistas e de maus-tratos, os agentes identificaram problemas relacionados ao zoneamento ecológico da região. O galpão da granja está situado próximo a uma Área de Preservação Permanente, levantando questionamentos sobre o respeito às distâncias legais obrigatórias para construções. Os órgãos competentes continuam monitorando o desdobramento do caso e aguardam a apresentação dos responsáveis legais.

