As fortes chuvas que atingiram Itaquaquecetuba nos últimos dias resultaram no deslocamento de trinta pessoas, pertencentes a sete famílias, que precisaram de acolhimento emergencial. A cidade, localizada na região metropolitana, ainda lida com as consequências dos temporais, registrando pontos de alagamento em diversos bairros e áreas afetadas por deslizamentos de terra.
A mobilização das autoridades locais e equipes de assistência social é contínua para garantir o suporte necessário aos moradores impactados, enquanto o monitoramento das condições climáticas e das áreas de risco permanece ativo. A situação exige atenção redobrada e coordenação entre diferentes órgãos para mitigar os impactos e auxiliar a população.
Acolhimento imediato: famílias recebem suporte em Itaquaquecetuba
Após as intensas precipitações, trinta pessoas, divididas em sete núcleos familiares, foram encaminhadas para acolhimento institucional. O Centro de Convivência da Melhor Idade (Cemi), situado na região central da cidade, foi adaptado para funcionar como abrigo, oferecendo não apenas um local seguro, mas também alimentação e acompanhamento socioassistencial completo aos desabrigados.
A iniciativa da Prefeitura visa proporcionar um ambiente de apoio para aqueles que foram forçados a deixar suas residências devido a alagamentos ou outras situações de risco iminente. Um ponto de apoio adicional foi estabelecido no bairro Maria Augusta, reforçando a estrutura de assistência à comunidade.
Itaquaquecetuba sob alerta: alagamentos e deslizamentos persistem
A cidade de Itaquaquecetuba continua em estado de alerta, com quatro bairros ainda apresentando pontos de alagamento: Vila Japão, Maria Augusta, Vila Sônia e Fiorelo. No Maria Augusta, equipes prestaram auxílio a famílias para a evacuação preventiva de seus imóveis. Além das inundações, diversos deslizamentos de terra foram registrados em áreas como o Parque Residencial Marengo, Jardim Marcelo, Estância Paraíso e Parque Nossa Senhora das Graças, onde lonas foram instaladas como medida preventiva.
O volume de chuva foi significativo, com o Jardim Luciana registrando 95 milímetros, o Residencial Scaffibi II com 88 milímetros e o Parque Ecológico com 81 milímetros em um período de quatro dias. A elevação do nível do rio Tietê, impulsionada pelas chuvas em municípios vizinhos, contribui para agravar a situação dos alagamentos em trechos que cortam Itaquaquecetuba. Como medida preventiva, o Parque Ecológico Mario do Canto foi interditado devido a alagamentos internos e externos, aguardando avaliação para sua reabertura. Em meio ao cenário de inundações, um corpo foi encontrado em uma via alagada, evidenciando a gravidade da situação.
Força-tarefa em ação: Defesa Civil e apoio social mobilizados
A Defesa Civil mantém um monitoramento constante das áreas de risco, realizando vistorias técnicas e coordenando ações de isolamento em locais comprometidos. As equipes de Serviços Urbanos estão ativamente envolvidas na limpeza das áreas afetadas por deslizamentos e na poda de árvores, visando restabelecer a segurança e a trafegabilidade. A Guarda Civil Municipal (GCM) atua em apoio à Defesa Civil e ao Trânsito, orientando motoristas e pedestres sobre as interdições e bloqueios para evitar acidentes.
O Centro de Operações de Emergências acompanha de perto as condições meteorológicas, enquanto o Fundo Social de Solidariedade lançou a campanha “Juntos por Itaquá” para arrecadar água potável, essencial para as famílias atingidas. As doações podem ser entregues na sede do órgão. Para casos de perda de placas de veículos em áreas alagadas, a GCM disponibiliza um serviço de verificação em sua base. Para mais informações sobre como se preparar para desastres naturais, visite o site da Defesa Civil Nacional.

