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Lula exalta governador interino e recorda prisões de ex-gestores do Rio na presença de Pezão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou presença em um evento de inauguração de obras na BR-116, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nesta quinta-feira. Durante seu discurso, o chefe do Executivo federal teceu elogios ao governador interino Ricardo Couto e, simultaneamente, fez duras críticas à corrupção que marcou gestões anteriores no estado do Rio de Janeiro. A fala ganhou um tom ainda mais notável pela presença do ex-governador Luiz Fernando Pezão na plateia, cuja reação foi observada de perto.

A cerimônia, que celebrou melhorias importantes na infraestrutura rodoviária, transformou-se em um palco para reflexões sobre a política fluminense e a busca por integridade na administração pública. Lula destacou a atuação de Couto, um desembargador que assumiu o governo interinamente, contrastando sua gestão com o histórico de prisões de ex-governadores na região.

Discurso de Lula: elogios e críticas contundentes

Em sua intervenção, o presidente Lula elogiou a figura do governador interino Ricardo Couto, ressaltando sua capacidade de despertar no povo fluminense a percepção de que há seriedade na política local. Lula afirmou que o Rio de Janeiro está de parabéns por ter um governador que, embora não eleito diretamente, demonstra grande credibilidade. A menção de que Couto era presidente do Tribunal de Justiça e assumiu o cargo interinamente após a prisão de seis ex-governadores sublinhou a gravidade do cenário político anterior.

O presidente não poupou críticas às administrações passadas, acusando-as de desviar recursos públicos. Ele chegou a afirmar que a gestão de Couto teria economizado mais de R$ 1 bilhão por ano, um valor que, segundo Lula, era anteriormente desviado por “quadrilhas” que governavam o estado. Embora não tenha apresentado detalhes sobre o cálculo, a declaração reforçou a narrativa de combate à corrupção e de valorização da gestão atual.

A reação de Pezão e o histórico de ex-governadores

A presença do ex-governador Luiz Fernando Pezão na plateia adicionou uma camada de complexidade ao discurso presidencial. Pezão, que foi preso em 2018 no âmbito da Operação Lava Jato sob acusações de recebimento de propina, não aplaudiu o trecho em que Lula mencionou as prisões de ex-governadores. Durante a fala, ele permaneceu olhando para baixo e mexendo no celular, sem esboçar qualquer reação visível.

Pezão, que foi eleito prefeito de Piraí em 2024, com o resultado confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouviu as palavras do presidente em um contexto que remete diretamente ao seu próprio passado político e judicial. A menção aos “seis governadores” presos no Rio de Janeiro serve como um lembrete do histórico de instabilidade e acusações de corrupção que marcaram a política estadual em anos recentes.

Obras na BR-116: investimento e melhorias para a região

O evento principal da agenda presidencial foi a inauguração das obras na BR-116, um projeto de infraestrutura crucial para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As intervenções foram realizadas pela concessionária Ecovias Rio-Minas, responsável pela administração da rodovia. O investimento total nas obras alcançou a cifra de R$ 997 milhões.

Essas melhorias abrangem oito municípios da Região Metropolitana e têm como objetivos primordiais aprimorar a fluidez do trânsito e elevar os níveis de segurança para os usuários da rodovia. A conclusão dessas obras representa um avanço significativo para a mobilidade urbana e o desenvolvimento econômico da Baixada Fluminense e áreas adjacentes. Para mais informações sobre regulamentação de rodovias federais, consulte a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Gestão de Couto: economia e combate a desvios

Lula reiterou sua confiança na gestão de Ricardo Couto, afirmando que o governador interino, mesmo sem ter sido eleito pelo voto popular para o cargo, já detém a maior credibilidade na história política do Brasil. Essa declaração reforça a mensagem de que a integridade e a capacidade de gestão são qualidades essenciais para a liderança pública, especialmente em um estado com um passado recente marcado por escândalos.

A acusação de desvio de mais de R$ 1 bilhão anuais por “quadrilhas” em gestões anteriores, embora sem detalhes específicos, serve para contextualizar a importância da suposta economia promovida por Couto. O presidente enfatizou que a população tem conhecimento desses fatos por meio da imprensa, o que, em sua visão, legitima a necessidade de uma administração séria e comprometida com o erário público.

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