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Morte de juíza após procedimento em clínica na Grande SP é investigada pela polícia

A comunidade jurídica e a sociedade acompanham com atenção a investigação sobre a morte de uma juíza, de 34 anos, ocorrida após um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida na Grande São Paulo. O caso, registrado como morte suspeita e acidental, está sob apuração da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao trágico desfecho. O sepultamento da magistrada, marcado por profunda emoção, ocorreu em Mogi das Cruzes, enquanto as autoridades buscam respostas sobre a causa da fatalidade.

A investigação se concentra em determinar se a morte foi consequência de complicações médicas inerentes ao procedimento ou se houve alguma falha no atendimento prestado. A repercussão do ocorrido gerou pronunciamentos das instituições envolvidas e da comunidade jurídica, que lamenta a perda precoce de uma profissional dedicada.

A Trágica Cronologia e o Início da Investigação

A juíza, que buscava realizar o sonho da maternidade futura, submeteu-se ao procedimento de coleta de óvulos em uma segunda-feira. Após receber alta no mesmo dia, retornou para casa, mas começou a sentir fortes dores e calafrios. Diante da piora do quadro, foi levada de volta à clínica, onde a equipe médica constatou uma hemorragia vaginal.

No local, o médico responsável realizou os primeiros atendimentos, incluindo uma sutura na tentativa de conter o sangramento. Contudo, o quadro clínico se agravou, levando à transferência da paciente para um hospital. Lá, ela foi prontamente encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu cuidados especializados. Apesar dos esforços, incluindo uma cirurgia realizada no dia seguinte, a juíza sofreu paradas cardiorrespiratórias e teve a morte confirmada na quarta-feira.

Posicionamento das Instituições Envolvidas

Após a divulgação do caso, a clínica de reprodução assistida onde o procedimento foi realizado emitiu uma nota. A instituição afirmou que a equipe médica adotou imediatamente os protocolos técnicos e prestou atendimento emergencial desde os primeiros sinais de intercorrência. Segundo a clínica, a paciente foi encaminhada ao hospital com acompanhamento da equipe e do médico responsável.

A clínica também destacou que todo procedimento cirúrgico e médico possui riscos inerentes e intercorrências possíveis, e que atua dentro das normas técnicas e regulatórias aplicáveis. Por sua vez, o hospital que recebeu a paciente informou que ela deu entrada com quadro de hemorragia aguda e foi imediatamente direcionada à UTI. O hospital assegurou que todas as medidas médicas e assistenciais cabíveis foram adotadas para tentar estabilizar o quadro clínico, e manifestou solidariedade à família.

O Sonho Interrompido e a Dor Familiar

A mãe da juíza relatou que a filha decidiu congelar óvulos por desejar ser mãe no futuro, buscando uma “poupança” para quando sua vida estivesse mais organizada. A dor da família é palpável, com a mãe descrevendo o desespero ao ver a filha sofrer intensamente após o procedimento. Ela contou que a filha “uivava de dor” e que, ao retornar à clínica, percebeu um sangramento que inicialmente confundiu com urina.

A mãe também mencionou ter sido informada pelos médicos que uma artéria no colo do útero havia se rompido durante o procedimento, resultando em uma perda significativa de sangue. O velório e o sepultamento foram momentos de profunda comoção, com a mãe e a irmã da juíza visivelmente abaladas, buscando consolo uma na outra.

Repercussão na Magistratura e Homenagens

A juíza, natural de Niterói (RJ), havia tomado posse no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023, atuando em uma Vara Criminal. Sua morte precoce gerou grande consternação no meio jurídico. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) emitiu uma nota de pesar, lamentando o falecimento da magistrada e destacando sua trajetória na carreira. O tribunal decretou luto oficial de três dias em reconhecimento à sua dedicação.

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também manifestou “profundo pesar e consternação”, solidarizando-se com familiares, amigos e colegas. A corregedora responsável pela comarca onde a juíza atuava ressaltou seu “zelo na apreciação das causas” e seu comprometimento com a efetividade das decisões. O caso continua sendo investigado, e a expectativa é que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes. Para mais informações sobre ética médica e direitos do paciente, consulte o Conselho Federal de Medicina.

Redação on-line

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