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Volume de chuvas no Sistema Alto Tietê cresce 117 vezes em setembro de 2026, impulsionando reservatórios

O Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), vital para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, experimentou um aumento extraordinário no volume de chuvas durante a primeira quinzena de setembro de 2026. Este cenário hídrico favorável contrasta drasticamente com o mesmo período do ano anterior, impulsionando os níveis dos reservatórios e reforçando a segurança no fornecimento de água para milhões de pessoas.

A recuperação dos reservatórios é um alívio significativo, especialmente considerando a escassez hídrica enfrentada em anos anteriores. A análise dos dados pluviométricos e dos níveis de armazenamento revela uma mudança substancial na situação do sistema.

Chuvas Intensas Transformam Cenário Hídrico do Sistema Alto Tietê

O volume de precipitação registrado no Spat nos primeiros quinze dias de setembro de 2026 atingiu impressionantes 211,1 milímetros. Este valor representa um aumento de cerca de 117 vezes em comparação com os meros 1,8 milímetros acumulados no mesmo período de 2025, evidenciando uma recuperação hídrica significativa. Como resultado direto, o volume armazenado no sistema saltou de 42,5% para 51%, uma elevação de 8,5 pontos percentuais. Em contraste, no ano anterior, o índice havia sofrido uma retração de 29,3% para 26,6%.

A intensidade das chuvas neste ano superou amplamente as expectativas históricas. O acumulado da primeira quinzena de setembro de 2026 já corresponde a 370,4% dos 57 milímetros que são esperados para todo o mês de setembro, com base na média histórica. Somente em um único dia, 15 de setembro, o sistema registrou 18,2 milímetros de chuva, contribuindo para a rápida recuperação dos níveis.

Desempenho Individual das Represas e Contraste Anual

Todas as cinco represas que compõem o Sistema Alto Tietê reportaram um aumento em seus volumes armazenados durante a primeira quinzena de setembro de 2026, revertendo a tendência de queda observada no mesmo período de 2025. A represa de Biritiba liderou o crescimento, com um avanço de 20,8 pontos percentuais, passando de 32,4% para 53,3%. Em seguida, Taiaçupeba registrou uma alta de 16 pontos percentuais, elevando-se de 34,3% para 50,3%.

Outras represas também apresentaram incrementos notáveis: Paraitinga aumentou de 61,1% para 75% (+14 pontos percentuais), Jundiaí de 68% para 76,5% (+8,5 pontos percentuais), e Ponte Nova avançou de 37,9% para 42,5% (+4,6 pontos percentuais). Em termos de volume de chuva recebido, Taiaçupeba foi a que mais acumulou, com 225,4 milímetros, seguida por Paraitinga (212,4 milímetros), Jundiaí (210 milímetros), Ponte Nova (204,8 milímetros) e Biritiba (203 milímetros). No ano anterior, Paraitinga havia sido a mais afetada pela redução, com uma queda de 8,2 pontos percentuais em seu armazenamento.

Sabesp Garante Segurança no Abastecimento da Região

Diante do cenário hídrico positivo, a Sabesp emitiu um comunicado afirmando que as projeções operacionais para 2026 indicam segurança no abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. A companhia assegura que esta estabilidade é mantida mesmo em face de diferentes cenários pluviométricos, graças ao monitoramento contínuo dos níveis dos reservatórios, das vazões e das condições climáticas.

A empresa também ressaltou a recente conclusão da transferência de água do Sistema Itapanhaú, uma medida que adiciona até 2,5 mil litros por segundo ao Sistema Alto Tietê. Embora a Sabesp não tenha detalhado a proporção da contribuição das chuvas e das operações para o aumento registrado na primeira quinzena, a combinação de fatores aponta para uma situação de maior tranquilidade no fornecimento de água. Para mais informações sobre a gestão hídrica da região, visite o site da Sabesp.

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