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Exército diverge sobre arsenal e nega posse de parte das armas de ex-presidente

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação das armas vinculadas ao ex-presidente. A instituição militar informou ter entregue à Polícia Federal (PF) os armamentos que estavam sob sua custódia. Contudo, o Exército ressaltou que duas das oito armas que a defesa do ex-presidente indicou estarem em posse do Batalhão de Polícia do Exército não se encontram, de fato, com a força terrestre.

Essa declaração surge em um contexto de determinações judiciais que visam esclarecer a posse e o paradeiro de armamentos. A divergência entre o que foi alegado pela defesa e o que o Exército confirmou adiciona uma camada de complexidade ao processo de cumprimento das ordens judiciais, envolvendo diferentes esferas do poder público na gestão e fiscalização de armamentos.

Determinação judicial e o pedido de entrega do arsenal

Na manhã de uma segunda-feira recente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, emitiu uma ordem para que oito armas de propriedade do ex-presidente fossem entregues à Polícia Federal. Segundo os advogados do ex-presidente, esses armamentos estariam sob a guarda do Exército Brasileiro.

A decisão do ministro foi proferida após a defesa do ex-presidente ter informado ao STF, na sexta-feira anterior, que as armas em questão estavam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército. Essa comunicação da defesa foi um passo crucial para a subsequente ordem judicial que visava a centralização do arsenal junto à Polícia Federal.

Esclarecimento do Exército sobre a posse de armamentos

Em resposta à determinação do STF e às informações prestadas pela defesa, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília apresentou seu posicionamento. A instituição confirmou ter entregue à Polícia Federal as armas do ex-presidente que estavam sob sua responsabilidade, cumprindo a ordem judicial.

Entretanto, o Exército apontou uma discrepância significativa: duas das oito armas que a defesa havia listado como estando no Batalhão de Polícia do Exército não foram localizadas em seus registros ou posse. Este esclarecimento levanta questões sobre o paradeiro exato de todos os itens mencionados e a comunicação entre as partes envolvidas no processo.

Cronologia e o histórico de entregas de armas

A ordem de entrega de armamentos não é um evento isolado. Na mesma sexta-feira em que a defesa informou sobre as armas no Exército, o ministro do STF havia determinado a entrega de um total de dez armas vinculadas ao ex-presidente, ao manter uma decisão de prisão domiciliar.

Diante dessa decisão mais ampla, a defesa do ex-presidente esclareceu que, das dez armas mencionadas, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em abril do ano anterior. Essa entrega prévia ocorreu em cumprimento a uma ordem do Tribunal de Contas da União (TCU), indicando um histórico de fiscalização sobre o arsenal. As outras oito armas, conforme os advogados, seriam as que estavam com o Batalhão de Polícia do Exército.

Detalhes do arsenal sob análise judicial

A decisão do ministro Alexandre de Moraes faz referência a um total de pelo menos dez armas vinculadas ao ex-presidente. As oito armas que a defesa alegou estarem armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército incluem uma variedade de calibres e tipos, abrangendo tanto armas de uso permitido quanto de uso restrito, conforme a legislação vigente.

  • Pistola Forjas Taurus calibre .380 Automatic (uso permitido)
  • Pistola Forjas Taurus calibre .40 Smith & Wesson (uso restrito)
  • Pistola Glock calibre 9×19 COLOmm Parabellum (uso restrito)
  • Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (uso restrito)
  • Espingarda Typhoon calibre 12 GA (uso restrito)
  • Pistola Arex calibre 9×19 mm Parabellum (uso restrito)
  • Pistola SIG-Sauer calibre 9×19 mm Parabellum (uso restrito)
  • Espingarda Maestro Arms Company (uso permitido)

As duas armas restantes, que a defesa informou já estarem sob custódia da Polícia Federal, são uma Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56×45 mm e uma Pistola Caracal calibre 9×19 mm Parabellum. A apuração detalhada sobre o paradeiro de cada item é fundamental para o cumprimento integral das determinações judiciais e para a transparência do processo.

Para mais informações sobre o cenário político e judicial, acesse G1 Política.

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