A coligação Desperta São Paulo, que apoia a candidatura de Marina Silva (Rede Sustentabilidade) ao Senado Federal por São Paulo, formalizou um pedido de investigação ao Ministério Público Eleitoral (MPE). A representação, protocolada na terça-feira (18), solicita a abertura de um inquérito policial para apurar um incidente de hostilidade sofrido pela candidata na segunda-feira (17) durante um ato de campanha.
O episódio, considerado gravíssimo pela defesa, levanta discussões sobre a segurança de candidatos e a crescente preocupação com a violência política no cenário eleitoral brasileiro. A iniciativa busca não apenas a identificação e punição do responsável, mas também a adoção de medidas protetivas para a ex-ministra do Meio Ambiente.
Ação Legal e Pedido de Inquérito Policial
Os advogados da Coligação Desperta São Paulo encaminharam ao MPE uma requisição para a instauração de um Inquérito Policial, preferencialmente sob a alçada da Polícia Federal. O objetivo é investigar a possível prática do delito previsto no artigo 326B do Código Eleitoral, além de outras infrações que possam ser identificadas ao longo da apuração.
O documento enfatiza a necessidade de uma resposta institucional diante de um fato publicamente documentado que envolve uma candidata em exercício de atividade eleitoral. Além da investigação, a equipe jurídica solicitou que, uma vez identificado o autor do ataque, sejam aplicadas medidas de proibição de aproximação, contato e comparecimento a eventos da candidata, visando garantir sua integridade e a livre condução de sua campanha.
O Incidente Durante o Ato de Campanha
O ataque ocorreu durante o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, em uma caminhada com mulheres na região central da capital paulista. Marina Silva relatou a jornalistas que, ao se afastar do grupo principal para evitar aglomeração, foi abordada por um homem desconhecido.
Segundo seu relato, o indivíduo a agarrou pelo ombro e proferiu palavras hostis antes de ser rapidamente afastado por seus assessores. A ex-ministra buscou suporte em um comércio próximo após o ocorrido. Ela descreveu o agressor como um homem com gestual muito agressivo, expressando preocupação com a recorrência de tais atos contra figuras públicas em campanha.
Preocupação com a Violência Política de Gênero
A defesa de Marina Silva sublinha a gravidade dos fatos e a urgência da atuação estatal. Os advogados argumentam que a violência política de gênero exige uma resposta institucional firme, especialmente quando dirigida a uma mulher candidata em meio a uma atividade pública de campanha. Este tipo de agressão, segundo a coligação, transcende o ataque individual.
A violência política de gênero não apenas afeta diretamente a vítima, mas também gera um efeito intimidatório coletivo, minando a participação feminina na política e, consequentemente, atentando contra os princípios fundamentais da democracia. A busca por justiça neste caso é vista como um passo crucial para coibir futuras ocorrências e proteger o processo eleitoral.
Para mais informações sobre a legislação eleitoral brasileira, acesse o site do Tribunal Superior Eleitoral.

