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PGR reitera pedido à Polícia Federal para ouvir Flávio Bolsonaro em inquérito de calúnia contra Lula

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se novamente nesta segunda-feira (6), defendendo a necessidade de que a Polícia Federal (PF) realize o depoimento do senador Flávio Bolsonaro. A oitiva é parte de uma investigação que apura a suposta prática de crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso ganhou destaque após uma publicação feita pelo parlamentar em uma plataforma de redes sociais, onde atribuiu diversas infrações ao chefe do Executivo.

A solicitação da PGR sublinha a importância da medida para o prosseguimento da apuração. O processo investigativo busca esclarecer as declarações do senador, que é pré-candidato à Presidência da República, e suas implicações legais, especialmente no que tange à possibilidade de retratação, um fator relevante no contexto jurídico.

Calúnia contra Lula: o contexto da investigação

A investigação foi instaurada após uma postagem de Flávio Bolsonaro na plataforma X, datada de 3 de janeiro de 2026. Nela, o senador imputou ao presidente Lula a prática de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal, em manifestação anterior ao Supremo Tribunal Federal (STF), já havia apontado a ocorrência de uma falsa imputação de crime.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura do inquérito em 13 de abril de 2026, acolhendo um pedido da PF que já contava com parecer favorável da própria PGR. Desde então, as autoridades têm seguido os trâmites legais para a devida apuração dos fatos.

A importância do depoimento para a apuração

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enfatizou a relevância do depoimento de Flávio Bolsonaro. Segundo Gonet, a oitiva é uma medida de especial importância, principalmente pela possibilidade de o investigado exercer o direito à retratação, o que, em certos casos, pode resultar na isenção de pena. Este aspecto processual é crucial para o desdobramento da investigação.

A manifestação da PGR solicita, portanto, o retorno dos autos à Polícia Federal para que a oitiva seja efetivada. Após a realização do depoimento e a conclusão das investigações, a PGR requererá nova vista para se manifestar sobre o relatório final, garantindo a continuidade do rito processual.

Detalhes da postagem atribuída ao presidente

Na publicação que motivou o inquérito, Flávio Bolsonaro associou a imagem do presidente Lula à do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O texto que acompanhava as imagens sugeria que o presidente brasileiro “será delatado”, listando uma série de crimes que seriam imputados a ele.

Entre as acusações detalhadas na postagem, estavam tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, além de fraudes em eleições. A PF interpretou que o senador insinuava que a delação viria de Nicolás Maduro, e que os crimes listados seriam aqueles pelos quais Lula seria delatado.

Próximos passos da investigação

Com a reiteração do pedido da PGR, espera-se que a Polícia Federal agende e realize o depoimento do senador Flávio Bolsonaro. Este é um passo fundamental para que a investigação possa ser concluída e para que todas as partes envolvidas tenham a oportunidade de apresentar suas versões dos fatos.

O desfecho do inquérito dependerá da análise de todas as provas e depoimentos colhidos, bem como da manifestação final da Procuradoria-Geral da República e da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. A transparência e a observância dos ritos legais são pilares para a condução de processos dessa natureza no sistema judiciário brasileiro.

Para mais informações sobre o papel da Procuradoria-Geral da República, visite o site oficial da PGR.

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