O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta segunda-feira (7) do desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A celebração da Independência do Brasil foi marcada pela presença de diversas autoridades e pela abordagem de temas cruciais para o cenário nacional, como a defesa da soberania e o enfrentamento à violência contra as mulheres.
O evento cívico-militar, que comemora os 204 anos da Independência, reuniu líderes dos Três Poderes e serviu como plataforma para o governo reforçar suas prioridades, destacando a importância da autonomia do país e a urgência de políticas de proteção social. A programação incluiu a tradicional parada das Forças Armadas e demonstrações aéreas, atraindo grande público à capital federal.
Presença de autoridades e representação política
O presidente Lula esteve acompanhado pela primeira-dama, Janja da Silva, e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além de diversos ministros de seu governo. A representação do Legislativo foi robusta, com a presença confirmada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A participação do Supremo Tribunal Federal (STF) no evento gerou expectativa. A assessoria do ministro Edson Fachin não confirmou sua presença, e a agenda oficial da Corte não registrava o compromisso. Em contraste, no ano anterior, nenhum ministro do STF compareceu às comemorações, período que coincidiu com o julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já em 2024, ministros como Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estiveram presentes na tribuna de honra.
Temas centrais da celebração da Independência
O desfile de comemoração pelos 204 anos da Independência do Brasil foi estruturado em três eixos temáticos principais, refletindo as pautas prioritárias do governo. São eles: a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a celebração da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil.
Esses temas foram integrados à programação tradicional do desfile cívico-militar, que contou com a participação das tropas da Marinha, Exército e Força Aérea. A escolha desses eixos visa não apenas celebrar a história do país, mas também projetar uma visão de futuro focada em autonomia e justiça social.
A defesa da soberania nacional
A soberania nacional tem sido um pilar da agenda do governo Lula, especialmente após o tarifaço imposto pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros no ano passado. O conceito de soberania também se tornou um dos motes da campanha de reeleição do petista para seu quarto mandato.
Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional de rádio e TV no domingo (6), o presidente Lula reforçou a mensagem de que o Brasil não é e não será “colônia de ninguém”. Ele enfatizou a necessidade de o país se manter “forte e altivo, sem baixar a cabeça”, para evitar que se transforme em dependência de outras potências estrangeiras. Lula definiu um país soberano como aquele capaz de defender seu território, fronteiras, meio ambiente, riquezas e povo de quaisquer interesses externos, além de criar oportunidades para a independência de sua população.
Compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher
Outro eixo temático de grande relevância no desfile foi o enfrentamento à violência contra as mulheres, uma frente de ação intensificada pelo governo diante do aumento dos casos de feminicídio no país. Em maio deste ano, o presidente sancionou três projetos de lei que visam endurecer as regras de proteção às vítimas de violência doméstica.
Entre as medidas aprovadas, destacam-se a criação do Cadastro Nacional de Agressores e a previsão de afastamento do agressor do lar. Essas iniciativas foram assinadas durante um evento no Palácio do Planalto, em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, demonstrando um esforço conjunto para combater essa grave questão social. Para mais informações sobre as políticas de combate à violência de gênero, acesse o portal do governo.
Estrutura e programação do desfile cívico-militar
A programação do desfile teve início com a participação de alunos de escolas públicas e a apresentação dos eixos temáticos. Em seguida, desfilaram as tropas das Forças Armadas, da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. A parada incluiu uma variedade de elementos, como carros blindados, esquadrões de moto, cavalaria e tropas a pé, em diferentes formações.
O evento culminou com as tradicionais e esperadas demonstrações da Esquadrilha da Fumaça e de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), que encantaram o público presente na Esplanada. As arquibancadas foram abertas ao público a partir das 6h30, com a recepção oficial ao presidente prevista para as 9h, seguida pelo início do desfile com a execução do Hino Nacional.

