O cenário político regional registrou uma mudança expressiva na disputa presidencial recente. Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito para mais um mandato e conseguiu encurtar drasticamente a distância numérica que o separava de Flávio Bolsonaro nas dez cidades que compõem o Alto Tietê.
Enquanto o candidato do PL manteve a liderança na contagem geral dos votos da região, a margem de vantagem caiu de dezenas de milhares para um patamar bastante estreito. O avanço da campanha petista entre o primeiro e o segundo turno reconfigurou o panorama eleitoral local.
Avanço expressivo da votação petista na região
Entre o primeiro e o segundo turno da eleição, a base de apoio de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um crescimento notável na área. O candidato conquistou dezenas de milhares de novos eleitores, registrando uma alta percentual expressiva na soma dos municípios monitorados.
Esse desempenho permitiu que a diferença em relação ao adversário caísse consideravelmente. No primeiro cenário, a vantagem numérica era ampla, mas a migração de eleitores e a concentração de esforços na reta final reduziram a distância para pouco mais de doze mil votos válidos.
Desempenho dos candidatos nos municípios locais
A distribuição geográfica dos votos revelou vitórias divididas entre os dois concorrentes nos municípios da região. Luiz Inácio Lula da Silva garantiu a maioria em três localidades específicas, expandindo seu domínio em comparação com a etapa anterior do pleito.
- Ferraz de Vasconcelos
- Itaquaquecetuba
- Poá
Por outro lado, Flávio Bolsonaro assegurou a preferência da maioria do eleitorado em sete cidades da região. Entre os redutos mantidos pelo candidato opositor estão locais importantes como Mogi das Cruzes e Suzano, além de municípios menores como Arujá e Guararema.
Mudança na proporção de votos válidos
A análise dos percentuais evidencia o acirramento da disputa na transição entre as fases da eleição. No primeiro turno, a soma de outras candidaturas diluía o total, deixando uma distância considerável entre os dois principais nomes.
Com a polarização estabelecida no segundo turno, a proporção de votos se estreitou ao limite de pouco mais de um ponto percentual de diferença na contagem regional. O total de eleitores que compareceram às urnas também apresentou variação de uma etapa para a outra.

