Mogi das Cruzes deu um passo significativo em direção à universalização do saneamento básico, formalizando uma parceria que prevê um robusto investimento para a expansão do sistema de esgotamento sanitário. A iniciativa, parte do Programa IntegraTietê, visa alcançar a marca de 90,5% de esgoto tratado na cidade até 2029, beneficiando uma parcela considerável da população e promovendo a recuperação ambiental dos corpos hídricos locais.
A formalização do convênio, assinada em cerimônia na Prefeitura, estabelece o início das obras para janeiro de 2027. O projeto de implantação do novo Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) é projetado para atender aproximadamente 134,6 mil pessoas. Este avanço representa um compromisso com a saúde pública e a qualidade de vida dos moradores, ao mesmo tempo em que endereça desafios ambientais persistentes na região.
Mogi das Cruzes avança em direção ao saneamento universal
O investimento total para esta fase do projeto é de R$ 178,5 milhões, com recursos provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Tesouro Estadual. A execução das obras ficará sob a responsabilidade da Agência de Águas de São Paulo (SP Águas). Os fundos serão direcionados para a implantação de coletores e redes nas bacias dos rios Jundiaí, Oropó, Ipiranga e Negro, com o objetivo primordial de eliminar o lançamento direto de esgoto nesses corpos hídricos urbanos.
Tecnicamente, o projeto abrange a construção de 24,2 quilômetros de coletores-tronco e 16,5 quilômetros de redes coletoras. Além disso, prevê a requalificação de 11,8 quilômetros de redes já existentes e a criação de 41.918 novas ligações de esgoto. As intervenções incluem ainda ligações domiciliares e a interligação com a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Sabesp, localizada em Suzano, otimizando a capacidade de tratamento da região.
Benefícios ambientais e a redução da poluição hídrica
A expectativa é que as obras resultem em uma significativa redução da carga de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) lançada nos rios urbanos. A estimativa aponta para uma diminuição de 2.652 toneladas por ano, o que representa uma redução de 66%. Esta melhoria na qualidade da água é crucial para a recuperação dos ecossistemas fluviais e para a promoção de um ambiente mais saudável para a população. O compromisso com o saneamento Mogi é, portanto, um investimento direto na sustentabilidade ambiental.
Compromisso municipal e o volume total de investimentos
A administração municipal reforçou a importância da universalização da coleta e tratamento de esgoto como uma de suas metas prioritárias. A parceria com o governo do estado é vista como um fator que amplia a capacidade de investimento em saneamento, colocando o município em uma trajetória clara para alcançar esse objetivo. Autoridades presentes na solenidade destacaram o caráter histórico do momento para a cidade. Mais informações sobre as iniciativas estaduais podem ser encontradas no portal do governo de São Paulo.
Considerando as obras já concluídas, em andamento, com licitação finalizada e com financiamento aprovado, os investimentos em saneamento no município somam R$ 247 milhões. Com a adição dos R$ 178,5 milhões do Programa IntegraTietê, o volume total de recursos destinados ao setor atinge R$ 425,2 milhões. Este montante reflete um esforço contínuo para modernizar e expandir a infraestrutura de saneamento.
Intervenções concluídas e projetos em andamento
Obras de saneamento, embora muitas vezes não sejam visíveis para a população, geram impactos diretos na qualidade de vida. Entre as intervenções já finalizadas, destacam-se os sistemas de esgotamento sanitário Parque das Varinhas e Parque São Martinho, que representaram um investimento de R$ 24,1 milhões.
Atualmente, outras obras estão em progresso, incluindo a ampliação da ETE Leste, os sistemas Jardim Nove de Julho, Nova Jundiapeba e Vila Mathias, a Elevatória de Esgoto Beija-flor e a reforma da Elevatória Jardim São Pedro. Essas iniciativas em andamento somam R$ 97,7 milhões e contribuem para a meta de entregar uma cidade com saneamento universalizado. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado enfatizou que este investimento é um avanço para a cidade e para a recuperação ambiental do Alto Tietê, combinando a expansão do saneamento com a redução da poluição e a melhoria da qualidade de vida.

