- Continua depois da publicidade -
prefeitura-de-aruja

Médico é preso sob suspeita de atear fogo na esposa em Mogi das Cruzes

Um médico foi detido em Mogi das Cruzes, no último domingo (9), sob a grave suspeita de ter ateado fogo na própria esposa dentro do apartamento do casal. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça, enquanto a defesa do acusado nega veementemente as alegações, atribuindo o incidente a um acidente doméstico.

A vítima, de 42 anos, sofreu queimaduras e permanece internada, recebendo cuidados médicos. O caso tem gerado grande repercussão na região, levantando questões sobre a segurança doméstica e os desdobramentos legais de uma acusação tão séria.

Detalhes da Acusação e a Versão da Vítima

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher relatou que a agressão ocorreu após uma discussão com o marido. Ela teria exigido a senha do celular dele, e diante da recusa, o homem teria jogado álcool em seu corpo e ateado fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer a vítima.

Ainda segundo o registro policial, a mulher, inicialmente, expressou não querer que o marido fosse preso ao ser informada sobre a condução dele à delegacia. No entanto, a gravidade das lesões e as circunstâncias do incidente levaram à continuidade da investigação e à posterior decisão judicial pela prisão preventiva.

A Defesa do Médico e o Contraponto

A defesa do médico Mituro Hattori Júnior, de 52 anos, contesta a versão apresentada pela vítima. Os advogados afirmam que o ocorrido foi um acidente doméstico e que essa linha de argumentação será detalhada ao longo da apuração do caso. Eles destacam que o acusado é réu primário e possui bons antecedentes, elementos que serão considerados no processo.

A defesa informou também que a esposa está abalada e, devido ao seu estado de saúde, deverá prestar esclarecimentos em um momento posterior. O médico, por sua vez, também estaria recebendo acompanhamento médico particular, conforme seus representantes legais.

Perfil e Carreira Profissional do Acusado

Mituro Hattori Júnior é um médico com uma sólida formação acadêmica e profissional. Ele se graduou em 1997 pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, uma das mais renomadas instituições do país. Entre 1999 e 2004, realizou residência no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e no Hospital A.C. Camargo, especializando-se em diversas áreas.

Sua trajetória inclui formação em oncologia, concluída em 2007, e especialização em cirurgia de cabeça e pescoço. Ele atua como clínico e cirurgião-geral, tendo sido convocado em 2016 para um cargo público em Suzano, onde trabalhou no Pronto-Socorro Municipal e na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Palmeiras. Em 2021, foi homenageado pela Câmara Municipal de Suzano após se recuperar da Covid-19.

Histórico do Relacionamento Conjugal

O médico e a vítima são casados desde 2010 e não têm filhos. Segundo o relato do próprio Mituro Hattori Júnior à polícia, o relacionamento do casal tem sido tumultuado nos últimos três anos. Ele afirmou que, no dia do incidente, foi acordado pela esposa por volta das 3h da manhã, que o teria confrontado por ter esquecido o aniversário dela e não ter comprado um presente.

Esses detalhes sobre a dinâmica do relacionamento serão cruciais para a investigação, que busca esclarecer as circunstâncias exatas que levaram ao grave episódio no apartamento em Mogi das Cruzes.

InícioAlto TietêMédico é preso sob suspeita de atear fogo na esposa em Mogi...