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Participação feminina na política: ex-governador Zema defende avanço e combate à corrupção

Em um evento focado no mercado financeiro feminino, o pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reiterou a importância da ampliação da presença de mulheres na esfera política. A declaração, feita em São Paulo, associou diretamente o aumento da participação feminina a um combate mais eficaz à corrupção, mencionando o caso Banco Master como exemplo.

Zema argumentou que a menor incidência de mulheres em casos de delitos e na população carcerária, em comparação com os homens, sugere um potencial para uma política mais íntegra. Suas falas geraram debate, especialmente considerando declarações anteriores sobre o papel das mulheres em atribuições domésticas e familiares.

Zema defende papel das mulheres no combate à corrupção

Durante o evento Women Invest, o ex-governador Romeu Zema enfatizou a necessidade de as mulheres avançarem em sua participação na política. Ele expressou a convicção de que essa maior presença contribuiria significativamente para a redução da corrupção no país.

Para ilustrar seu ponto, Zema citou o caso Banco Master, afirmando não se recordar de mulheres envolvidas nas investigações. Ele também mencionou dados sobre a população carcerária, destacando que a maioria esmagadora é composta por homens, o que, em sua visão, demonstra uma menor propensão feminina a cometer delitos.

O contexto do caso Banco Master e Operação Compliance Zero

O caso Banco Master, mencionado por Zema, é o foco da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Esta operação investiga suspeitas de fraudes financeiras e possíveis pagamentos de vantagens indevidas que teriam ligação com a instituição bancária, cujo principal nome era o banqueiro Daniel Vorcaro.

As fases mais recentes da investigação envolveram figuras como Ciro Nogueira e Jaques Wagner, além de outros nomes e empresas. A menção de Zema ao caso serviu para reforçar sua tese sobre a integridade feminina no cenário político e financeiro.

Visão de longo prazo e atribuições femininas

Questionado sobre suas declarações, Zema associou a participação feminina na política a uma visão de longo prazo e ao cuidado com os filhos. Ele sugeriu que a natureza das mulheres, com sua preocupação inerente com o futuro e os afazeres adicionais relacionados à maternidade, as tornaria mais aptas a uma política nobre e com foco em resultados duradouros.

Essas afirmações vieram dias após Zema ter sido alvo de críticas por comentários sobre beneficiários do programa Bolsa Família. Na ocasião, ele diferenciou as expectativas para homens e mulheres beneficiários, atribuindo às mulheres responsabilidades domésticas e com filhos que justificariam um tratamento distinto.

Apoio a políticas de combate à violência doméstica e feminicídio

Além de defender a participação feminina na política, Zema manifestou apoio à ampliação de políticas de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Ele destacou programas implementados em Minas Gerais, como iniciativas que visam à autonomia financeira de mulheres agredidas e a expansão de delegacias especializadas.

O ex-governador também se posicionou a favor de penas mais rigorosas para o crime de feminicídio, classificando-o como um absurdo. Em Minas Gerais, houve uma redução na proporção de feminicídios em relação aos homicídios dolosos de mulheres em 2024, embora o Brasil tenha registrado o maior número de feminicídios desde a criação da lei em 2015, com a punição para o crime sendo ampliada em outubro de 2024. Para mais informações sobre o tema, consulte o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

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