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Lula avança em tratamento de pele com segunda sessão de radioterapia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta terça-feira (26), a segunda sessão de radioterapia superficial no couro cabeludo. O procedimento, classificado como um tratamento complementar e preventivo, ocorre no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e visa evitar o retorno de um câncer de pele retirado em abril.

A intervenção faz parte de um ciclo de 15 sessões e, segundo a equipe médica, não interfere na rotina do presidente, que mantém sua agenda de trabalho normalmente. A primeira sessão havia sido feita na segunda-feira (25), indicando a continuidade do acompanhamento de sua saúde.

Avanço no Tratamento Preventivo e Rotina Preservada

O procedimento de radioterapia superficial, realizado no couro cabeludo do presidente Lula, é descrito como um tratamento complementar de caráter preventivo. Com duração de aproximadamente 10 minutos por sessão, a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês assegura que as intervenções não provocam efeitos colaterais significativos.

Essa característica permite que o presidente mantenha sua agenda de trabalho e rotina diária sem interrupções. Após a sessão desta terça-feira, Lula deixou o hospital por volta das 7h08 e seguiu para a Base Aérea de Brasília, de onde embarcou para compromissos em Manaus (AM), demonstrando a normalidade de suas atividades.

Histórico do Diagnóstico e Intervenção Inicial

A radioterapia atual é uma sequência da retirada de um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, que o presidente Lula havia feito em 24 de abril, em São Paulo. Este tipo de tumor, embora raramente provoque metástase, pode crescer lentamente por anos e causar deformidades se não for tratado adequadamente.

Em fevereiro deste ano, o presidente também passou por um procedimento de cauterização para tratar uma queratose, um espessamento da camada superficial da pele. Esses eventos sublinham a atenção contínua à saúde dermatológica do chefe de Estado.

Perspectiva Médica sobre a Conduta Terapêutica

A decisão pela radioterapia preventiva é fundamentada na natureza do carcinoma basocelular. A dermatologista Cristina Abdala, responsável pela retirada do câncer de pele em abril, explicou na ocasião que se tratava de uma lesão localizada, sem disseminação para outras partes do corpo. “É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, afirmou.

O médico Roberto Kalil Filho complementou, destacando a necessidade da remoção: “Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”. A radioterapia, portanto, serve como uma medida de segurança para evitar o reaparecimento ou a evolução do quadro. Desta vez, não foi realizada biópsia, pois o material analisado em abril já havia confirmado a natureza benigna da lesão. O presidente ainda precisará comparecer regularmente ao hospital para concluir as 13 sessões restantes do tratamento.

Para mais informações sobre câncer de pele e tratamentos, consulte fontes confiáveis como o Ministério da Saúde.

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